terça-feira, 19 de maio de 2009

Pra não dizer que não falei das flores...

Na década de 50, Nélson Rodrigues dizia que o brasileiro tinha o complexo de "vira-latas". Que olhávamos o mundo como marginalizados e nos víamos sempre na posição mais incômoda quando nos confrontávamos com o exterior. Talvez ele estivesse certo sob muitos aspectos da cultura brasileira. De fato, nossa história imberbe nos faz olhar para a Europa nos sentindo um irmão muito mais novo que não conhece e não tem um décimo da experiência desse já crescido confadre e também é mais pobre que o irmão mais próximo da América do Norte. Nos tempos de Nélson ainda tínhamos mesmo um sentimento provinciano até em relação a nossos vizinhos mais próximos como Argentina e Uruguai. Por outro lado, o próprio Nélson vaticinava em 1958 que, vencida a Copa do Mundo naquele ano, davámos um passo para matar esse complexo, para nos curamos de nossos fantasmas e mirarmos qualquer um, velhos e novos, pelo menos ao mesmo nível. Contudo, apesar dessa imagem servir perfeitamente bem aos floreios dramáticos que a prosa "rodrigueana" fazia uso para construir suas brilhantes crônicas, eu vejo uma nuance que discorda da visão de Nélson, ao menos em relação ao futebol.

Desde a Copa de 38, o Brasil tinha ganho uma auto-estima que tendia mesmo ao exagero. Perdíamos em 38 nas semifinais, quando nunca passáramos da fase inicial nas duas edições anteriores do campeonato mundial, perdíamos dos atuais campeões do mundo, os italianos, mas várias estórias foram elucubradas para explicar o nosso "insucesso". Era o árbitro que conspirava contra uma derrota dos italianos, talvez impelido pela influência política de Benito Mussolini, era mesmo a arrogância de nosso treinador que poupava Leônidas da Silva (o nosso craque de plantão) já pensando na final ou até mesmo nosso grande zagueiro Domingos da Guia que "tremia" contra o fatídico adversário. Não podíamos perder apenas porque perdíamos contra uma equipe mais experiente e que já era campeã do mundo, que tinha um campeonato nacional profissional desde 1929, ao passo que nós só o teríamos em 1971 e que, ao final de tudo possuía jogadores respeitados no continente europeu e um técnico que foi um dos maiores impulsionadores do esporte, Vitorio Pozzo.

Em 1950, tivemos nosso maior drama no cenário futebolístico. Uma geração brasileira mais experiente e melhorada com jogadores que marcaram sua época, como Zizinho, Barbosa, Ademir de Menezes e Danilo, perdia, em pleno e récem inaugurado Maracanã, a Copa do Mundo para os uruguaios. Novamente tivemos um milhão de teorias para explicar nossa desgraça. A imensa maioria dela apontava culpas internas, pouquíssimas se referiam à capacidade da Celeste. As poucas que ainda faziam, em sua maioria, canonizavam um homem chamado Obdúlio Varela que, fazendo uma das exibições individuais mais impressionantes de que se tem notícia, derrubou o espírito dos brasileiros. Essa atuação, contudo, não era feita à base de dribles e lançamentos ou gols. Não. Obdúlio incorporara a alma do "caudilho". Distribuía broncas, entrava com força nas divididas, ganhando-as todas, "espumava" pela boca. E, com isso, punha em estado de choque os adversários de camisa branca (sim, o Brasil usava branco até aquela Copa, quando o trauma nos fez procurar outras cores). Quase nenhuma das explicações não mencionava que enfrentávamos um adversário que tinha ampla vantagem contra nossa seleção no histórico de confrontos e que, apenas um ano antes, nos derrotara mais de uma vez, incluindo um insucesso em território brasileiro. Perdíamos de novo para nós mesmos. Nunca para um adversário. Era o indefectível "complexo de vira-latas" o verdadeiro culpado.


Pois bem, em 1978, não antevendo o que aconteceria quatro anos mais tarde, a imprensa nacional durante a cobertura da Copa da Argentina decantou a seleção italiana como uma promissora equipe que colocava de lado vários aspectos que impregnavam o tradicional estilo defensivo dos mediterrâneos para trazer uma brisa de ousadia aos representantes do catenaccio. A Itália, diziam as matérias, mantinha sua capacidade de se defender através do notável desempenho de jogadores como Dino Zoff, um dos melhores de sua geração, Cabrini, Scirea e Tardelli. Além disso a novidade era a inspiradora presença de jogadores como o veterano Bettega, o cerebral Causio e uma promessa jovem. Um artilheiro que tinha técnica e capacidade de finalização para colocar em xeque as defesas com que se confrontava. O nome dessa jóia era...Paolo Rossi. Assim, com uma equipe se formando, após a aposentadoria da geração do final dos anos 60, a Itália alcançava um honroso quarto lugar, depois de ser batida pelo Brasil na decisão de terceiro, o que nos valeu o "título de "campeões morais" daquela Copa, como definiu o técnico Cláudio Coutinho. Em 1980, vítima do escândalo de resultados arranjados para a Loteria, a Itália terminou também em quarto na Eurocopa, sem a presença de Paolo Rossi, punido pela participação no delito. Rossi ficaria suspenso até a Copa da Espanha, quando após não marcar nenhum gol na primeira fase, foi nosso verdugo e terminou como artilheiro da Copa, com seis gols.


Nossa fantástica equipe de 82 também foi dilacerada por todas as teorias que explicassem a derrota para os italianos que nos alijou de um título dado como certo. Entretanto, meu argumento construído a partir dos outros exemplos é que não podemos simplesmente esquecer que existe um adversário e que ele como nós buscamos a vitória. Então ganhar e perder não são decisões que cabem unilateralmente no futebol. Essa é a questão chave em qualquer atividade humana, efeitos que envolvem mais de uma pessoa dependem fortemente da interação que se dá entre elas. O futebol, particularmente tem entre os esportes um dos maiores índices de imprevisibilidade possível para o resultado final. E o sistema em que se disputa competições como uma Copa do Mundo maximizam essa possibilidade de eventos pouco prováveis tornarem-se realidades. Os italianos não eram geniais como os brasileiros naquela Copa, mas também não eram extraterrestres no jogo, incapazes de compreender o que era necessário se fazer para ganhar. Tinham jogadores de bom nível e um treinador que soubre extrair o necessário do time para que ele se sobressaíse na hora final. A Itália, no caminho para ser campeã, derrotou simplesmente as equipes que possuíam o melhor retrospecto internacional da época: Argentina, Brasil, Polônia e Alemanha. O jogo Itália e Brasil é um dos melhores da história dos mundiais, não apenas pelas cores de dramaticidade que ele carrega, mas também pela exibição de ambos os times. O Brasil era melhor durante a Copa, mas a Copa não é um campeonato de pontos corridos. Basta um jogo. E em um jogo, muitos aspectos estão envolvidos inclusive a qualidade do adversário e como esse adversário sabe tirar proveito das qualidades e defeitos do rival. Uma frase muito repetida pelos italianos depois daquela partida é a de que eles sabiam que perderiam em 99 de 100 partidas que jogassem, mas em uma Copa, basta ganhar uma. Essa eles ganharam. A Copa teve seu campeão, mas nem por isso o que o time brasileiro fez durante os dois anos em que foi construido desmoronou após aquela tarde no Sarriá.

sábado, 16 de maio de 2009

O arquiteto


Telê Santana da Silva (Itabirito, 26 de julho de 1931Belo Horizonte, 21 de abril de 2006) foi um dos mais importantes treinadores da história do futebol brasileiro. Após perder duas Copas do Mundo no comando da Seleção Brasileira, amargou por muito tempo a fama de "pé-frio". Mesmo assim, em pesquisa realizada pela revista esportiva Placar, nos idos dos anos 90, foi eleito por jornalistas, jogadores e ex-atletas o maior treinador da história da Seleção Brasileira de Futebol. A partir de 1990 até o início de 1995, comandou o São Paulo, conquistando duas vezes a Taça Libertadores da América e o Mundial Interclubes. É considerado o maior treinador são-paulino em todos os tempos.

Como jogador, é ícone do Fluminense pela intensa dedicação que ofereceu ao seu clube do coração — que valeu-lhe o apelido "Fio de Esperança" —, onde também começou a sua vitoriosa carreira de treinador de futebol.

É ainda hoje o técnico que mais dirigiu o Clube Atlético Mineiro em jogos oficiais.

Biografia

Esteve à frente da Seleção Brasileira nas Copas de 1982 e 1986. Encerrou a carreira no São Paulo, depois de ter levado o time a suas maiores conquistas na primeira metade dos anos 1990. Como jogador não chegou à Seleção Brasileira por concorrer com jogadores como Julinho Botelho e Mané Garrincha, nos anos 1950 e 1960.

Começou no Itabirense Esporte Clube, cuja sede situava-se próximo a sua casa, e depois jogou no América de São João del-Rei de onde saiu para jogar no Fluminense.

Fluminense

Pelo Fluminense iniciou sua carreira sendo campeão de juvenis em 1949 e 1950 e promovido para os profissionais em 1951. A partir daí despontou seu melhor futebol e conseguiu suas maiores conquistas como atleta. Foi um dos primeiros pontas no futebol brasileiro a voltar para marcar no meio.[1]

A sua contratação pelo Fluminense se deu após fazer um teste contra o Bonsucesso e fazer cinco gols, referendada então pelo Diretor de Futebol do Fluminense daquela época, nada menos que outro ícone histórico deste clube, primeiro capitão e em 1930 o autor do primeiro gol da Seleção Brasileira em uma Copa do Mundo, João Coelho Netto, o Preguinho.

Com a camisa do Fluminense jogou 557 partidas e marcou 162 gols[2], sendo o terceiro jogador que mais atuou pelo clube tricolor e seu terceiro maior artilheiro.

Conquistou como jogador os seguintes títulos, entre os mais importantes: Campeonato Carioca de 1951 e 1959; Torneio Rio-São Paulo de 1957; e Copa Rio (Internacional) de 1952.

O Fio de Esperança

Quando Telê era jogador, tinha o apelido de "Fio de Esperança", que recebeu após um concurso entre os torcedores promovido pelo jornalista Mário Filho, diretor do extinto Jornal dos Sports.

O concurso tinha surgido como idéia do dirigente tricolor Benício Ferreira. Na época, Telê tinha os apelidos pejorativos de "Fiapo" e "Tarzan das Laranjeiras", em função de seu corpo franzino. O dirigente achava que o jogador merecia algo mais honroso e deu a idéia ao amigo Mário Filho, que criou o concurso com o tema "Dê um slogan para Telê Santana e ganhe 5 mil cruzeiros".

Ao seu final, mais de quatro mil sugestões tinham sido enviadas à redação do jornal. José Trajano conta que seu pai participou do concurso propondo o apelido "A Bola".[carece de fontes?] Três leitores acabaram empatados no primeiro lugar na votação final, com as alcunhas "El todas", "Big Ben" e "Fio de Esperança". Foi a última que caiu no gosto dos torcedores tricolores.

Telê deu mais uma demonstração de amor ao Fluminense, quando já no final de sua carreira como jogador, atuando pelo Madureira marcou o único gol de sua equipe na derrota por 5 a 1 para o Flu. Embora aquele gol não tenha influenciado no resultado, Telê chorou ao final da partida por ter feito um gol em seu clube do coração.

Treinador

Com uma visão particular de futebol, formada nos muitos anos de trabalho no Fluminense, em que não acreditava em "ganhar por ganhar" ou "ganhar a qualquer custo", era um intransigente defensor de um futebol diferenciado e disciplinador exigente, que exigia de seus comandados uma postura profissional dentro e fora dos campos. Foi este futebol que transformou Telê em "Mestre", no comando do time do São Paulo que conquistou vários títulos no início da década de 1990. Ganhou um total de onze títulos, incluíndo um Campeonato Brasileiro, duas Libertadores da América e dois Campeonatos Mundiais.

Após encerrar a carreira como jogador, foi aproveitado como técnico e acabou marcando uma época de glórias e estigmas. Começou na categoria de juvenis (atual juniores) do Fluminense, sendo campeão carioca em 1968. Em 1969, foi promovido a técnico do time profissional, sendo campeão carioca e formando a base do time campeão do Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1970. Lá também brigou pelos direitos de seus jogadores, que eram obrigados a entrar e sair do clube pela porta dos fundos. Depois de uma reunião à noite com dirigentes, pediu que abrissem a porta dos fundos para ele. Responderam que ele não era jogador e podia sair pela entrada social, mas Telê recusou-se e pulou o muro, porque não achou ninguém para abrir a porta dos fundos. "Eu disse que também fui jogador e que o aviso servia para mim também", contou, anos mais tarde.[3]

Curiosamente, o mesmo time do Fluminense disputou a final contra o Atlético Mineiro, na época dirigido por Telê, que seria campeão mineiro em 1970 e campeão brasileiro em 1971. Em 1973 passou pelo São Paulo, mas foi afastado ao entrar em conflito com os ídolos Paraná e Toninho Guerreiro.

Em 1977, dirigiu o histórico time do Grêmio, levando-o a recuperar a hegemonia do Campeonato Gaúcho após oito anos de domínio do Internacional. Após ganhar fama de bom treinador de clubes, com mais uma passagem marcante, agora pelo Palmeiras, em 1979, quando fez um time sem estrelas realizar belos jogos, foi contratado para ser técnico da Seleção Brasileira.

Como treinador da Seleção na Copa do Mundo de 1982, na Espanha, encantou o mundo com um futebol bonito e envolvente, aclamado como o melhor da época. Reconhecendo que privilegiava a técnica, escalou uma esquadra com jogadores como Zico, Sócrates e Falcão entre outros grandes jogadores. Nem assim sua seleção foi uma unanimidade, pois muitos — inclusive o humorista Jô Soares, que criou o bordão "Bota ponta, Telê!" — cobravam a presença de um ponta direita no time. "Eu me aborrecia um pouco com isso", contou Telê mais de vinte anos depois. "O time buscava ocupar o espaço ali na direita. Se eu tivesse um grande ponta, como o Garrincha, é lógico que ele iria jogar. Comigo sempre jogam os melhores."[4] Mesmo assim, não conseguiu o almejado título, deixando o comando da Seleção.

Retornou para a Copa do Mundo de 1986, no México, como grande esperança brasileira de levantar a taça. Desta vez, buscando valorizar a experiência, montou um time não tão vibrante, com jogadores remanescentes de 1982, alguns já em fim de carreira. Criticado anteriormente por não exigir muita disciplina dos jogadores, voltou mais vigilante, o que resultou no corte da principal revelação do time, o ponta-direita do Grêmio Renato Gaúcho, quando este chegou tarde à concentração, fato que levou o melhor amigo do jogador, o lateral Leandro, a pedir para também sair da equipe. Perdeu a Copa invicto, em uma disputa de pênaltis contra a França. Telê então foi marcado com a pecha de "pé-frio" por parte da imprensa brasileira, reforçada até por uma capa da revista Placar no ano seguinte, quando o Atlético-MG treinado por ele foi eliminado nas semifinais da Copa União depois de passar invicto pela primeira fase.

Chegou ao tricolor paulista em outubro de 1990 e encontrou um time que três meses antes tinha tido um desempenho pífio no Campeonato Paulista, com seu principal jogador, Raí, no banco[5] e ocupando posição intermediária no Campeonato Brasileiro. O time recuperou-se a ponto de chegar à final, ficando com o vice-campeonato frente ao Corinthians, o que serviu para mais uma vez trazer à tona a fama de "pé-frio".[6] Mas com Telê, Raí e outros jogadores, como o lateral direito estreante Cafu, foram ganhando confiança e evoluíram, ajudando o São Paulo a conquistar o Campeonato Brasileiro de 1991[7], enterrando de vez a fama de azarado.[8]

Com o título paulista conquistado no mesmo ano, passou a ser o único técnico brasileiro a ter conquistado os cinco principais campeonatos estaduais do Páis (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul).[9]

Após sofrer uma isquemia cerebral em janeiro de 1996, teve que abandonar o futebol e viu a sua saúde debilitar-se bastante, com problemas na fala e na locomoção, entre outros. Apesar de debilitado, acreditava que poderia voltar a trabalhar e nos dias de mau humor culpava a família por "impedi-lo".[10] No começo de 1997, chegou a fechar contrato para ser o técnico do Palmeiras, mas seus problemas de saúde impediram que ele assumisse o cargo.[11] No dia 21 de abril de 2006, depois de ficar por cerca de um mês internado devido a uma infecção intestinal, que desencadeou uma série de outras complicações, o "Mestre" Telê Santana faleceu em Belo Horizonte.

Em 15 de junho de 2007, o Fluminense inaugurou o Hotel Telê Santana no Centro de Treinamento que abrigará o futebol profissional do clube a partir de 2008.

Fonte das biografias: Wikipedia

O onze


Waldir Peres de Arruda (Garça, 2 de janeiro de 1951) é um ex-goleiro brasileiro.

É considerado um dos mais importantes goleiros do futebol brasileiro. Defendeu o São Paulo de 1973 a 1984 e a Seleção Brasileira em três Copas do Mundo (1974, 1978 e 1982). Jogou nas décadas de 1970 e 1980, e foi considerado em boa parte desse tempo um dos melhores goleiros do Brasil.[1] Foi reserva nas Copas do Mundo de 1974 e 1978, sendo titular na Copa do Mundo de 1982, na Espanha, onde era um dos destaques de um time que contava com Zico, Sócrates, Falcão e Oscar. Waldir Peres é o arqueiro com menor média de gols sofridos na seleção brasileira entre os que atuaram em Copas do Mundo.

Carreira

Waldir Peres começou a carreira como revelação[2] da Ponte Preta, mas foi no São Paulo, aonde chegou em 1973, onde ganhou projeção.[3] Não estava na convocação original do Brasil para a Copa do Mundo de 1974, mas, com a contusão do goleiro reserva Wendel no joelho esquerdo, o titular do São Paulo foi chamado.[4] Entretanto, sua primeira partida pela Seleção só aconteceria mais de um ano depois, em 4 de outubro de 1975, uma vitória por 2 a 0 sobre o Peru, pelas semifinais da Copa América de 1975 — o Brasil perdeu a classificação para a final no sorteio.[5]

Nesse período, ele já tinha conquistado o primeiro título de sua carreira, o Campeonato Paulista de 1975. A final contra a Portuguesa só foi decidida nos

pênaltis, e Waldir espalmou as cobranças de Dicá e Tatá. Como Wilsinho chutara para fora e o São Paulo tinha convertido suas três penalidades, o tricolor comemorou o título. A torcida gritou o nome do goleiro e carregou-o em seus braços, já com a faixa de campeão.[6]

Seu segundo título também veio nos pênaltis: o Campeonato Brasileiro de 1977, decidido apenas em 5 de março de 1978. Ele começou o campeonato em um rodízio com Toinho, em que cada um disputava três jogos, mas retomou o posto de titular na reta final.[7] Na final, o São Paulo, que tinha dez pontos a menos que o adversário, o Atlético-MG, empatou em 0 a 0 no Mineirão, tanto no tempo normal como na prorrogação. Nos pênaltis, o goleiro são-paulino manteve-se frio e catimbou bastante, ajudando a deixar nervos

os Joãozinho Paulista, Toninho Cerezo e Márcio, que chutaram suas cobranças para fora, dando o título à equipe paulista.[8] Nessa época, foi considerado um dos três melhores goleiros em atividade no Brasil.[9]

Nessa condição ele foi convocado para a Copa do Mundo de 1978, mas, assim como quatro anos antes, não entrou em campo. Só voltaria a ser convocado mais de dois anos depois, e em condições parecidas com a sua convocação em 1974. O técnico da Seleção, Telê Santana, não convocou Waldir para o Mundialito, que se realizaria entre o fim de 1980 e o início de 1981 para comemorar o cinqüentenário da Copa do Mundo, mas teve

de chamá-lo em 5 de janeiro, depois de o titular Carlos se contundir na primeira partida, contra a Argentina. A convocação de Valdir gerou polêmica, por causa da boa fase de Leão, então no Grêmio.[10] Isso apesar de o goleiro ter acabado de conquistar o Campeonato Paulista de 198019 de maio de 1976, na partida contra a Venezuela em 8 de fevereiro de 1981, pelas eliminatórias para a Copa do Mundo de 1982. com o São Paulo. Waldir, no entanto, não entrou em campo nos dois outros jogos da campanha do vice-campeonato. Ele só voltaria a defender o gol do Brasil, pela primeira vez desde

Seu grande momento na Seleção Brasileira veio um mês e meio depois, em 19 de maio, num amistoso contra a Alemanha. Quando Luisinho cortou um cruzamento de Karl-Heinz Rummenigge com a mão, o árbitro inglês Clive White marcou o pênalti. Faltavam dez minutos para o fim do jogo, e o Brasil vencia por 2 a 1. Paul Breitner, que nunca tinha perdido uma penalidade em sua carreira até ali[11], partiu para a cobrança, e a bola foi no canto esquerdo, mas Waldir defendeu. O árbitro anulou a defesa, alegando que o goleiro se adiantara.[12]Neckarstadion ficou em silêncio.[13] Breitner chutou novamente, desta vez no outro canto, e Waldir defendeu mais uma vez. O

A atuação serviu de consolo para o goleiro, que tinha perdido no início do mês o Campeonato Brasileiro de 1981, com duas derrotas para o Grêmio. De qualquer maneira, Waldir protagonizou um lance que fez a torcida lembrar da final de três anos antes. Quando Baltazar correu para cobrar um pênalti no primeiro jogo, Waldir partiu em sua

direção e impediu a cobrança.[14] O atacante adversário teve de repeti-la, mas, possivelmente nervoso, chutou para fora.

Naquele mesmo ano, conquistou ainda o bicampeonato paulista. Mantendo a posição de titular da Seleção desde o começo do ano, no ano seguinte foi convocado para ser o goleiro titular do Brasil na Copa do Mundo de 1982. Sofreu um frango incrível[15] na primeira partida, contra a União Soviética, mas foi mantido na posição. Curiosamente, foi o único jogador do Brasil em toda a Copa a receber um cartão amarelo.[16] A derrota por 3

a 2 para a Itália, que determinou a eliminação brasileira, foi o único jogo oficial pela Seleção em que Waldir sofreu mais de um gol.[17] Foi também seu último jogo com a camisa amarela.

Deixou o São Paulo no meio de 1984 e passou por América-RJ e Guarani antes de chegar, dois anos depois, ao Corinthians. Apesar de ter passado doze anos em um dos maiores rivais do clube, teve seu nome cantado pela torcida em várias partidas.

[18] No Campeonato Paulista de 1987, foi um dos destaques[19] do time que deixou a lanterna no primeiro turno para chegar ao vice-campeonato. Encerrou a carreira em 1989 na mesma Ponte Preta em que começou, depois de uma passagem pela Portuguesa.


José Leandro de Souza Ferreira (Cabo Frio, 17 de março de 1959), mais conhecido como Leandro, é um ex-futebolista brasileiro, ídolo da torcida do Flamengo.

Carreira

Leandro dedicou toda a sua carreira ao Flamengo, desde as categorias de base, entre 1976 e 1978, até os últimos dias dela em 1990.

Rubro-negro de coração, Leandro foi um lateral-direito muito técnico, que apoiava bastante o ataque, mas que também marcava atrás com eficiência. Participou da era gloriosa do Flamengo, que sob o comando de Zico, conquistou no início dos anos 80 quatro Campeonatos Brasileiros, uma Taça Libertadores e um Mundial Interclubes.

Considerado por muitos jogadores, treinadores e críticos esportivos como o maior lateral-direito que o Brasil já produziu, Leandro também integrou a maravilhosa Seleção Brasileira, que disputou a Copa do Mundo de 1982.

Em 1985, em virtude de um série de contusões nos joelhos, Leandro passou a jogar como zagueiro e, nesta nova posição, fez parte do time rubro-negro campeão brasileiro em 1987.

Mesmo com suas constantes lesões, Leandro foi convocado por Telê Santana para a Copa do Mundo de 1986. Entretanto, durante os preparativos para a competição, Leandro e Renato Gaúcho escaparam da concentração da Seleção para curtir a noite carioca. No retorno, Leandro não conseguiu escalar o muro da casa e, em solidariedade ao companheiro, Renato também permaneceu do lado de fora. Em seguida, Telê cortou Renato do grupo, mas manteve o nome de Leandro. Retribuindo o gesto de solidariedade, Leandro recusou-se a participar daquela Copa.

Encerrou sua carreira precocemente em 1990, contabilizando 411 jogos e 18 gols marcados com a camisa rubro-negra. Nos dois anos seguintes, entrou mais 25 vezes em campo.





José Oscar Bernardi (Monte Sião, MG, 20 de junho de 1954) é um ex-futebolista brasileiro.

Era um grande beque, desses que tanto podiam desfazer ataque adversário com uma jogada clássica ou com um chutão para qualquer lugar ("para o mato", como se dizia na gíria do futebol). Formou com Dario Pereyra uma dupla "intransponível", que ajudou a garantir ao São Paulo quatro campeonatos paulistas e um brasileiro em sete anos. Foi capitão do SPFC e da Seleção Brasileira. Fazia a torcida vibrar quando avançava para tentar gols de cabeça.

Carreira

Mesmo com pouca habilidade com a bola nos pés[1], Oscar foi um dos zagueiros que mais brilhou na história do São Paulo, formando, ao lado de Darío Pereyra, uma dupla de zaga considerada por muitos como a melhor da história do clube.[2] Começou nos juvenis do Guarani[3], mas em 1972 foi levado por Mário Juliato para a Ponte Preta.[4] Lá estreou no profissional e se destacou a ponto de ser convocado para a Seleção Brasileira juvenil que foi campeã sul-americana em 1974.[5]

Com boas atuações, seu passe foi-se valorizando: antes do Paulistão de 1977, a Ponte pediu apenas seiscentos mil cruzeiros ao Palmeiras pelo seu passe, o que não foi aceito pelo clube paulistano.[4] Diante da indecisão do Palmeiras, o preço foi subindo ao longo do campeonato, em que a Ponte foi vice. Nesse mesmo ano, em 31 de maio[6], foi convocado pela primeira vez para a Seleção principal, que disputaria as Eliminatórias para a Copa do Mundo de 1978, na Argentina, mas não entrou em campo. Defenderia pela primeira vez a Seleção em 1.º de abril de 1978, em amistoso contra a França, e falhou no gol de Michel Platini que deu a vitória aos franceses por 1 a 0.[7]

Ao ser convocado para a Copa, ganhou a posição, foi titular e chamado de "uma das maiores expressões da equipe brasileira [naquela Copa]".[8] "Quando fui convocado, não esperava muita coisa", contou ele à revista Placar, em abril de 1979. "Já ir à Argentina era muito bom. Para um jogador do Interior, isso já era demais. Não esperava ser convocado para a Seleção jogando pela Ponte."[4] Àquela altura, tinha renovado seu contrato, e seu passe passou a valer dois milhões de cruzeiros. O Cruzeiro quis pagar a quantia, e o jogador até assinou contrato com os mineiros, mas a Ponte Preta conseguiu impedir a transação graças à Lei do Passe.[4]

Durante o Campeonato Paulista de 1978, o presidente do Corinthians, Vicente Matheus, dizia a quem quisesse ouvir que Oscar já estava contratado e seria anunciado após o torneio, que se estendeu pelo ano de 1979, mas nem o jogador nem a Ponte confirmaram, e a história morreu.[4] Nessa época, era considerado o melhor zagueiro central do Brasil[9], e a zaga que formava com Amaral (que tinha sido seu colega nos juvenis do Guarani) na Seleção era considerada a ideal.[3] No Paulistão seguinte, ficou novamente com o vice-campeonato e logo depois foi vendido para o Cosmos, de Nova York, por 16,5 milhões de cruzeiros, o que ajudou a Ponte a aliviar seus problemas financeiros.[10] "Eu gostaria muito de poder continuar aqui na Ponte", disse, antes de a negociação se concretizar.[11] As negociações com o time estadunidense já se arrastavam desde o primeiro semestre, e quase foram interrompidas quando um suposto representante do Olympique de Marselha apareceu, em agosto, com uma proposta ainda melhor, mas tudo não passava de conto do vigário.[9]

Não ficou mais que sete meses nos Estados Unidos, onde sentiu falta da família, estranhou do idioma ao clima e viu os "brasileiros do Cosmos" (generalização do próprio Oscar, que não quis citar nomes) dizer até que ele estava com "problemas possicológicos".[8] Em 23 de julho de 1980, voltou ao Brasil, mas para defender o São Paulo, comprado com o superávit do time, especialmente depois da saída de Aílton Lira, vendido para a Arábia Saudita cinco meses depois de chegar, por um preço cinco vezes maior do que o pago ao Santos.[12] Com um salário que comparou ao que recebia no Cosmos[13], passou a ser "um dos jogadores mais bem pagos do futebol brasileiro".[5] Seu primeiro jogo oficial foi no início do returno do Campeonato Paulista: já com a faixa de capitão, ele ajudou o tricolor a golear o rival Corinthians por 4 a 0.[14] Cinco dias antes, em um amistoso contra o também rival Palmeiras, ele tinha estreado com a nova camisa, e o placar terminara com os mesmos 4 a 0. O time embalou. Só decidiria o título se vencesse o segundo turno. Venceu-o e sagrou-se campeão paulista com duas vitórias por 1 a 0 sobre o Santos. Como capitão, levantou a taça: ele seria o capitão de praticamente todos os times do São Paulo até deixar o clube.[13]

No ano seguinte, o vice-campeonato brasileiro e o bicampeonato paulista, este previsto com quase três meses de antecedência. "Vamos ser campeões paulistas", garantiu, ainda no segundo turno do campeonato, à Placar.[15] O time cumpriu a promessa de seu zagueiro, mas sem ele, que sofreu uma contusão na virilha e ficou fora da reta final, sendo substituído por Gassem. A contusão foi tão séria que ele pensou até em aposentar-se.[16]

Recuperado, foi convocado para a Copa do Mundo de 1982, na Espanha. Jogou bem, sem cometer uma única falha[17], mas o Brasil foi eliminado pela Itália nas quartas-de-final. "Nosso time é superior ao deles", lamentou o zagueiro depois da partida.[17] Logo após a Copa, o São Paulo contratou um novo técnico, José Poy, o mesmo com quem já tinha sido campeão paulista em 1975. Oscar tinha opinião formada sobre o novo comandante. "Ele não gosta de perder, e isso é muito bom", comentou. "Já andei perdendo muito nestes últimos dois anos. Cheguei à conclusão de que o jogador brasileiro precisa ser tratado com dureza, pois ainda não está suficientemente preparado para ser tratado de outra maneira."[18]

Mas o São Paulo seguiu perdendo. Novo título, só em 1985, quando foi garoto-propaganda da marca Ovomaltine.[19], e foi campeão paulista, desta vez como um dos veteranos em um time montado basicamente com jovens promessas. Oscar quase ficou de fora da decisão, pois tinha contraído uma infecção intestinal dois dias antes e na preparação para o jogo ficou deitado em uma maca no departamento médico o tempo inteiro.[20]

Foi convocado para a Copa do Mundo de 1986, no México, mas desta vez ficou na reserva, apesar de ter sido o capitão da Seleção em todos os amistosos daquele ano, menos em um.[21] Suas atuações não vinham agradando[22], e Júlio César ganhou a posição.[23] Oscar não entraria em campo naquela Copa. O amistoso contra o Chile, em 7 de maio, o último oficial antes da Copa, seria sua última partida oficial com a camisa amarela. A convivência com a Seleção no México rendeu ao menos um dividendo para o São Paulo: o ponta Edivaldo pediu ao zagueiro que intermediasse sua contratação junto ao Atlético-MG.[13] No começo do ano seguinte, o ponta chegaria ao Morumbi.

Como no final de 1985, a sombra de uma contusão na reta final, desta vez no tornozelo, voltou no Campeonato Brasileiro de 1986. Oscar contundiu-se em novembro, e os médicos do time prometiam que ele seria liberado logo[24], mas ele só voltaria depois das férias que paralisaram o campeonato em janeiro. O problema é que Wágner Basílio estava jogando bem, e o técnico Pepe preferiu não mexer no time, que estava fazendo boa campanha.[25] Sem ele no time titular, o São Paulo levou o título brasileiro na final contra o Guarani. "Isso acontece, e tive de ser tolerante para não prejudicar o grupo nos jogos decisivos", lamentou Oscar, que completava: "Não vou mais aceitar a reserva. Sou importante para o clube dentro de campo. Quero uma solução: ou resolvem o caso ou vendem meu passe."[25]

A situação piorou com a volta do técnico Cilinho, que tinha comandado o time na conquista de 1985. Os dois se desentenderam, e Oscar voltou a freqüentar o banco. De acordo com José Carlos Serrão, auxiliar de Cilinho, Oscar exerceria uma "liderança negativa".[26] Depois de uma derrota para o Juventus por 2 a 0, em 6 de junho, que marcou nove partidas sem vitória, o técnico elegeu o zagueiro como bode expiatório e disse que ele iria perder o lugar para o então novato Adílson. Isso revoltou Oscar, que pediu a rescisão de seu contrato no dia seguinte.[26] Saiu criticando bastante seu novo desafeto: "Com Cilinho não trabalho mais. Ele voltou ao clube para fazer uma limpeza. Sou apenas o primeiro nome de sua lista."[26] Darío Pereyra seria o próximo, de acordo com Oscar.[26]

Ele pensou em abandonar a carreira, algo que tinha passado por sua cabeça alguns dias entes, quando do amistoso contra o Napoli[26], mas desistiu da idéia e antes do fim de junho já tinha uma oferta do Nissan FC, do Japão. Sua contratação foi anunciada em 29 de junho, e ele teria apartamento, carro e escola para a filha pagos pelo clube, para um contrato a princípio de um ano a partir de outubro.[27] Oscar foi um dos primeiros brasileiros a chegar ao futebol japonês, chamado para dar início a um trabalho de base, às vésperas da popularização do esporte no país.[28] Virou ídolo da torcida japonesa.[1] Ao encerrar a carreira, seguiu como técnico naquele país.[29]




Luiz Carlos Ferreira, o Luisinho (Nova Lima, 22 de outubro de 1958) é um ex-futebolista, zagueiro, brasileiro.

Biografia

Luiz Carlos Ferreira, vestiu a camisa do Galo na década de 1980. Em 537 jogos pelo alvinegro, o ex-jogador marcou 21 gols e é considerado um dos principais jogadores do clube. Recebeu o prêmio Bola de Prata da Revista Placar por duas vezes, em 1980 e 1987.

Início de Carreira

Natural de Nova Lima, em Minas Gerais, Luisinho iniciou-se no futebol, ainda garoto, no dente-de-leite do Villa Nova Atlético Clube. Em sua infância ajudava a mãe vendendo verduras durante a semana e aos domingos trabalhava como coroinha ajudando o padre na missa. Contentou-se com o diploma de ajustador mecânico pelo Senai e preparava seu futuro como mecânico ou como minerador, seguindo os passos de seu pai e de seu avô. Ingressou no quadro amador do time da Mineração Morro Velho, assinou seu primeiro contrato como profissional no Villa Nova Atlético Clube, em 1978, aos 19 anos. Logo que se profissionalizou, foi descoberto por Procópio Cardoso que o levou para a diretoria do Cruzeiro, que, no entanto, não se interessou pelo jogador. Seu passe foi cobiçado por vários clubes brasileiros, porém o Atlético foi mais rápido e o contratou por 800 mil cruzeiros. Após a chegada de Osmar no Galo, formou uma das maiores duplas de beques do Brasil.

No Atlético

Seu estilo leve e solto de jogar, tornou-se a sua marca no futebol. Luisinho sempre deixava o campo com a expressão serena de quem está voltando de um agradável passeio, sem parecer ter corrido 90 minutos em campo atrás da bola e protegendo sua área. Apesar de sua musculatura fraca e sua falta de velocidade em campo, Luisinho demonstrava uma insuperável visão de jogo. Como alguns críticos da época preferiam dizer, ele tinha uma antevisão. Como nenhum outro, Luisinho previa os desfechos nos lances, antecipava-se aos atacantes e tomava a bola dos adversários antes mesmo que estes conseguissem dominá-la. Realizava estas jogadas com tanta precisão e facilidade que parecia não gastar energias. Assim, fez o futebol parecer o jogo mais simples do mundo aos olhos da torcida, que explodia em aplausos e reverências ao estilo clássico e vistoso do jogador. Aos 21 anos, foi considerado o melhor do país em sua posição conquistando o mestre Telê Santana com seu futebol, que logo o escalou para o Seleção Brasileira em 1980, onde permaneceu como titular absoluto até o mundial de 82.

Mundial de 82

A Copa do Mundo de 82, na Espanha, sempre será uma marca na carreira de Luisinho. Titular absoluto da Seleção desde 1980, conquistou o país com suas jogadas de precisão e foi apontado por muitos como o mais destacado sucessor de Domingos da Guia. Porém, após a derrota para a Espanha, e a desclassificação do Brasil da Copa do Mundo em 82, Luisinho foi injustamente acusado pela derrota e de "amarelar" (o que, curiosamente, acontecera com o lendário Domingos da Guia, também numa derrota para a Itália, no Mundial de 1938), o que culminou em sua saída da Seleção.

Reconvocado em 1983, acabou preterido por Telê Santana e não permaneceu no grupo até o Mundial seguinte, em 1986. Após o Mundial, Luisinho e Telê, técnico do Atlético, novamente se encontraram no dia-a-dia. Retomaram a amizade e logo depois Luisinho foi promovido a capitão do time alvinegro.

Em 1989, foi vendido ao Sporting de Portugal.

Curiosidades

  • Calmo, Luisinho recebeu o apelido de beque-preguiça, pois passava grande parte do tempo nas concentrações dormindo;
  • No dia 20 de Dezembro de 2008, ganhou a eleição para presidência do Villa Nova Atlético Clube (Site oficial do Villa Nova Atlético Clube, 22/12/2008).



Leovegildo Lins da Gama Junior, conhecido apenas por Junior (João Pessoa, 29 de junho de 1954) é um ex-futebolista brasileiro, craque do Flamengo, mas que também despontou no futebol italiano.

História

Junior foi um dos maiores jogadores com carreira no Flamengo. Fez 865 jogos pelo clube, sendo o recordista em jogos vestindo a camisa rubro-negra.

Junior já foi volante, lateral-direito, lateral-esquerdo e meio-campista. Ele ficou no time até 1985, quando foi vendido para o Torino, da Itália, e, depois, para o Pescara, do mesmo país.

Em 1989, aos 35 anos e a pedido de seu filho, que nunca o vira jogar pelo Flamengo, Júnior voltou para comandar a equipe rubro-negra nas conquistas da Copa do Brasil em 90, o Campeonato Estadual em 91 e no Brasileiro de 92.

Neste último foi um autêntico maestro, de seus pés surgiram os melhores momentos de um time que surpreendeu os rivais na reta final.

O "Vovô-Garoto", como ficou conhecido na segunda fase em que esteve no time rubro-negro, viveu muitos dias de glória no clube, fazendo 74 gols ao todo com a camisa rubro-negra.

Pela Seleção Brasileira, Junior jogou setenta partidas entre os anos de 1979 e 1992, registrando seis gols. Participou das Copas do Mundo de 1982 e 1986.

É considerado o maior lateral esquerdo da Seleção Brasileira depois de Nilton Santos.

Júnior encerrou a carreira de jogador em 1993 e no mesmo ano assumiu a função de treinador do time substituindo Evaristo de Macedo ficando no clube até 1994 , retornou ao clube em 1997 no lugar de Joel Santana foi ainda técnico do Corinthians em 2003 mas após 3 rodadas entregou o cargo. em 2004 assumiu a função de gerente de futebol do Flamengo ficando na função até o final daquele ano.




Antônio Carlos Cerezo, conhecido como Toninho Cerezo, (Belo Horizonte, 21 de abril de 1955) é um ex-futebolista brasileiro. Ganhou destaque jogando no Atlético Mineiro (clube o qual declara publicamente sua paixão), e também na AS Roma e na Sampdoria, ambos clubes da Itália. No fim da carreira, atuou com destaque também no São Paulo. Como treinador já trabalhou no Japão, onde teve bastante sucesso, e o último clube que treinou o Guarani Futebol Clube de Campinas. Atualmente trabalha no Al Shabab, dos Emirados Árabes Unidos.

Cerezo foi um volante com estilo clássico. Começou a carreira no início dos anos 70 no Atlético Mineiro, teve uma passagem por empréstimo pelo Nacional do Amazonas e retornou ao time mineiro em 1978.

Participação nas Copas de 78 e 82

Em 1978, Cerezo foi convocado para defender o Brasil na Copa da Argentina. Apesar da boa atuação, a seleção Brasileira ficou com o terceiro lugar, Cerezo teve atuação discreta. Na Copa da Espanha, em 1982, Cerezo foi novamente chamado, desta vez pelo técnico Telê Santana. Ele formou, ao lado de Falcão, Sócrates e Zico, um dos melhores meio-campo da história do futebol mundial. Mas nem tudo correu como o esperado naquela competição. Cerezo sofreu duras críticas por ter falhado em um dos gols marcados pela Itália, que derrotou o Brasil, por 3 a 2, e assim eliminou o forte time canarinho da competição. No ano seguinte, o volante deixou o Atlético Mineiro para jogar no futebol italiano, primeiro na Roma e depois na Sampdoria, clube no qual conquistou vários títulos.

Fim da carreira

Já veterano, Cerezo retornou ao futebol brasileiro em 1992. Indicado por Telê, Cerezo foi defender o São Paulo e mais uma vez se destacou, ajudando essa equipe a conquistar vários títulos, entre eles o Campeonato Paulista de Futebol de 1992, e o bi-campeonato da Taça Libertadores da América e do Mundial Interclubes de 1992/93. Em 1993, aos 37 anos, foi escolhido o melhor em campo na final do Mundial, entre São Paulo e Milan. Em 1994, Cerezo voltou a atuar no futebol mineiro, pelo Cruzeiro. Passou pelo Paulista Futebol Clube (que se chamava Lousano Paulista) e voltou ao São Paulo em 1996, mas a segunda passagem de Cerezo pelo tricolor não teve muito sucesso. Ainda em 1996, foi para o América Mineiro Se aposentou em 1998, aos 42 anos, de volta ao Atlético.



Paulo Roberto Falcão (Abelardo Luz, 16 de outubro de 1950) é um ex-futebolista brasileiro. Jogou no meio-campo do Internacional de Porto Alegre na década de 1970; era, tecnicamente, um volante, mas jogava avançado e marcou muitos gols, comandando o Internacional na campanha das conquistas do campeonato brasileiro de 1975-1976 e 1979, além de ter ganho cinco estaduais (1973, 1974, 1975, 1976 e 1978). É considerado até hoje um dos maiores ídolos da história do clube.

Era preferido da imprensa e da torcida para jogar na Copa do Mundo de 1978, na Argentina,[carece de fontes?] mas à última hora o técnico Cláudio Coutinho preferiu levar Chicão, do São Paulo, pois queria contar com um jogador com mais raça para jogos mais tensos contra adversários que usassem a catimba.[carece de fontes?]

No início da década de 1980 transferiu-se para a AS Roma, na Itália. Ajudou o time a conquistar o scudetto pela primeira vez em muitos anos; comandou também aquele time e ganhou a alcunha de "Rei de Roma" (e, na própria Itália, de Divino ou "o oitavo rei de Roma"[carece de fontes?]) foi comprado pela soma de um milhão e meio de dólares, em 10 de agosto, e permaneceu no clube até 1985. Apesar do excelente retrospecto nas equipes brasileiras, o jogador era quase desconhecido na Europa (nos últimos meses haviam sido anunciados para a Roma nomes de jogadores brasileiros muito mais conhecidos até então, como Zico ou Rivelino). Estreou com a camisa de Roma num amistoso contra o seu antigo time, disputado em 29 de agosto do mesmo ano, em que a Roma e o Internacional empataram em dois gols. Estreou no campeonato italiano em 19 de setembro, em jogo que a Roma venceu o Como por 1 a 0. Disputou um total de 107 jogos, e marcou 22 gols. Os motivos para abandonar a equipe giallorossa foram atribuídos a divergências com o então presidente, Dino Viola. Deve-se salientar, no entanto, que a sua remuneração foi a mais alta paga até então para um jogador de futebol em Itália: mais de mil milhões de liras por ano.

Em 1982 fez parte, ao lado de Zico, Sócrates, Júnior e Toninho Cerezo, sob o comando de Telê Santana, da talentosa seleção brasileira que perdeu para a Itália na Copa de 1982, em célebre partida válida pelas quartas-de-final disputada no Estádio de Sarrià, em Barcelona, Espanha.

Falcão encerrou sua carreira como jogador, jogando pelo São Paulo Futebol Clube em 1985 e conquistou o título paulista no mesmo ano. No início da década de 1990, teve uma breve experiência como técnico da seleção brasileira de futebol.

Hoje em dia, Falcão tem atuado como comentarista esportivo da Rede Globo de televisão e é casado com Cristina Ranzolin, apresentadora do Jornal do Almoço na RBS TV gaúcha, desde 2003. Já comentou anteriormente na Rede Manchete, e atualmente também atua na Rádio Gaúcha, num programa semanal de entrevistas, e é comentarista esportivo no canal fechado Sportv.



Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira (Belém, 19 de fevereiro de 1954), o Doutor Sócrates, Doutor, Magrão, ou simplesmente Sócrates, foi um dos melhores jogadores de futebol do Brasil e um dos maiores ídolos do Corinthians ao lado de Luisinho, Cláudio, Roberto Rivellino, Neto, Marcelinho Carioca dentre outros. É irmão de Raí, outro famoso futebolista. Hoje exerce a medicina, além de ser articulista da revista CartaCapital e comentarista do programa Cartão Verde da TV Cultura.

Carreira

Única unanimidade em uma pesquisa realizada, em 2006, pela Revista Placar para escolher o "time de todos os tempos" do Corinthians. Novamente, a única unanimidade, em uma pesquisa com especialistas, para escolher os dez maiores ídolos da história do Corinthians. Eleito em 1983 o melhor jogador sulámericano do ano. Escolhido pela FIFA em 2004 como um dos 125 melhores jogadores vivos da história e considerado por muitas pubicações especializadas, como CNN, World Soccer e Placar, como um dos grandes jogadores de todos os tempos, foi um atleta reconhecido por seu estilo elegante. Uma característa do jogador que marcou sua passagem pelo futebol foi a sua habilidade e uso inteligente do calcanhar. Mas era um jogador completo, marcava gols de falta, de cabeça e fora-da-área com frequência. Dava assistências perfeitas para seus companheiros marcarem muitos gols.

Foi revelado pelo Botafogo, clube de Ribeirão Preto, onde foi considerado um fenômeno desde o início, pois quase não treinava em função de freqüentar o curso de medicina. Nesse time ele foi campeão do 1º Turno do Campeonato Paulista de 1977 e artilheiro do campeonato. Também se destacou no Campeonato Brasileiro, autor de um célebre gol de calcanhar contra o Santos em plena Vila Belmiro.

Socrátes se firmaria no Corinthians em 1978, refazendo a dupla com seu ex-companheiro Geraldo Manteiga. Mas seus grandes companheiros de ataque nesse time seriam Palhinha e o amigo Casagrande. Sócrates só aceitou jogar para valer depois que se formou na faculdade de medicina. Na Seleção Brasileira estrearia em 1979.

Foi uma das estrelas de dois dos maiores esquadrões do futebol mundial: a Seleção Brasileira de Futebol da Copa do mundo de 1982 e o Corinthians da década de 80. Teve ótimas atuações, marcou dois belíssimos gols nos jogos dificílimos contra URSS e Itália, e mostrou toda sua categoria. Mas não foi o suficiente para o Brasil se sagrar campeão.

Na Copa do Mundo de 1986 estaria novamente em ação, mas já fora de forma ideal. Ficaria ainda marcado pelo penâlti desperdiçado contra a França, na decisão que desclassificou prematuramente o Brasil.

Depois de uma rápida e decepcionante passagem pelo Fiorentina, prejudicado pelos companheiros de quem suspeitava que manipulassem resultados, Sócrates retornou ao Brasil para encerrar a carreira aonde atuaria ainda no Flamengo, no Santos e no Botafogo de Ribeirão Preto.

Fora do futebol, Sócrates sempre manteve uma ativa participação política, tanto em assuntos relacionados ao bem-estar dos jogadores quanto aos temas correntes do país. Participou da campanha Diretas Já, em 1984 e foi um dos principais idealizadores do movimento Democracia Corintiana, que reivindicava para os jogadores mais liberdade e mais influência nas decisões administrativas do clube.
Curiosidade

Antes de entrar na faculdade de medicina, Sócrates fazia cursinho em Ribeirão Preto e já jogava nas categorias de base do Botafogo. Seu pai queria que ele estudasse e não tinha muito interesse que o filho se tornasse futebolista. Certa vez, Seu Raimundo deixou Sócrates no cursinho e foi assistir a um jogo dos juniores do Botafogo. Qual não foi sua surpresa ao perceber que em campo estava Sócrates. Foi uma bronca e tanto!



Arthur Antunes Coimbra, conhecido como Zico, (Rio de Janeiro, RJ, 3 de março de 1953) é um ex-futebolista brasileiro (tem também a nacionalidade portuguesa[4]) que se notabilizou a partir da conquista da Taça Libertadores da América e do Campeonato Mundial de Clubes pela equipe carioca do Flamengo, e em suas participações pela Seleção Brasileira nas Copas de Espanha 1982 e México 1986. Foi treinador do Fenerbahçe, da Turquia, e da seleção japonesa na Copa da Alemanha 2006. É o atual treinador do CSKA Moscou da Rússia.

Biografia

É considerado por muitos especialistas, profissionais do esporte e, em especial, pelos torcedores do Flamengo, o maior jogador brasileiro desde Pelé e o maior jogador da história do Flamengo, onde atuou durante a maior parte de sua carreira, entre 1967 e 1989, com uma interrupção entre 1983 e 1985 período em que esteve na Itália, jogando pela Udinese. Não são poucos, também, os que o consideram como o melhor jogador de futebol dos anos 80, sendo chamado freqüentemente de "Pelé Branco".

É o maior artilheiro da história do estádio do Maracanã, com 333 gols em 435 partidas. Marcou 135 gols em campeonatos brasileiros.

No Flamengo, Zico liderou a conquista de quatro títulos nacionais, em 1980, 1982, 1983, 1987, da Taça Libertadores da América e do Mundial Interclubes, em 1981, dentre diversos outros títulos, no período chamado de "Era Zico". Por conta disso, é o maior ídolo da torcida do Flamengo e da história do clube.

No Mundial Interclubes de 1981, o título mais importante do Flamengo, Zico e todo a equipe tiveram uma exibição primorosa contra o Liverpool, reconhecido pela imprensa como o "Rei da Europa da década", tendo conquistado, entre 1973 e o jogo contra o Flamengo, cinco Premier League e três Liga dos Campeões da UEFA. Ao ser indagado sobre o favoritismo dos britânicos, Zico teria dito: "Eles são favoritos sim, mas para o segundo lugar, o que é até muito honroso". Foi eleito como o terceiro maior jogador brasileiro do século XX, o sétimo maior da América do Sul e o décimo quarto entre todos do Mundo, segundo a FIFA. É um dos quatro brasileiros a figurar no Hall da fama da FIFA (os outros são Pelé, Garrincha e Didi). Foi eleito o nono maior jogador do século XX pela revista France football, e o nono Brasileiro do Século no esporte, segundo pesquisa realizada pela revista IstoÉ. É aclamado como "Deus" no Japão e Rei na Turquia e tem estátua em cada um desses países. Na Italia é chamado de Rei Udine e de il Messia, e de Pelé branco no resto da Europa. Porém Zico nunca conseguiu conquistar uma Copa do Mundo.

Família

Zico descende de portugueses tanto pelo lado materno como pelo lado paterno. O seu avô materno, Arthur[5] Ferreira da Costa Silva era de Oliveira de Azeméis e emigrou para o Rio de Janeiro nos últimos anos do século XIX. Estabeleceu-se com uma fábrica de cerâmica no bairro de Quintino. A mãe de Zico, Matilde Ferreira da Costa Silva (19 de Janeiro de 1919 - 17 de Novembro de 2002), nasceu já no Brasil.

O avô paterno, Fernando Antunes Coimbra, nasceu e viveu a maior parte da sua vida em Tondela. É aí que nasce José Antunes Coimbra (10 de Junho de 1901 - 12 de Novembro de 1986), que viria ser o pai do jogador. José Antunes Coimbra, aos 10 anos de idade, juntamente com sua família, emigra para o Brasil. Ainda que tenha saído de Portugal muito jovem, José sempre guardou uma grande ligação ao seu país de origem. Era, aliás, adepto do Sporting CP, porquanto seguiu durante grande parte de sua vida os relatos dos jogos de seu clube através da rádio.

Matilde Ferreira da Costa Silva e José Antunes Coimbra conheceram-se em 1926, José Antunes tinha 25 anos e era motorista na fabrica de cerâmica do pai de Matilde; esta tinha apenas sete anos de idade. Casaram 17 anos depois, em 1943; ela com 24 anos, ele já com 42. Do casamento nasceram seis filhos, todos homens: Zezé (falecido em 8 de Janeiro de 1997), Zeca, Nando, Edu e Tunico, e finalmente Zico.[6]

Zico nasceu na rua Lucinda Barbosa, número 7 em Quintino, às 7h00 de parto natural. O nome Arthur foi escolhido pela mãe por causa de seu avô (que viria a falecer um ano depois).

Zico conheceu Sandra Carvalho de Sá em 1969, que vem a ser irmã de Sueli, a esposa de seu irmão Edu. Em 23 de Agosto de 1970, Zico e Sandra começam a namorar e casam-se em 18 de Dezembro de 1975 na igreja de São José, na Lagoa. Zico e Sandra têm três filhos: Arthur Antunes Coimbra Júnior (nascido a 15 de Outubro de 1977), Bruno de Sá Coimbra (nascido a 16 de Outubro de 1978) e Thiago de Sá Coimbra (nascido a 6 de Janeiro de 1983).

O início de sua carreira

Zico jogava num pequeno time de futebol de salão formado por amigos e familiares, o Juventude de Quintino, do bairro de Quintino Bocaiúva, na zona norte do Rio de Janeiro. Além do Juventude, ele passou a praticar o esporte conhecido hoje como futsal no Ríver Futebol Clube, tradicional clube da Piedade, onde um dos professores era Joaquim Pedro da Luz Filho, Seu Quinzinho. No Ríver, seu futebol ainda menino chamou a atenção. Mas seu primeiro clube de futebol de campo foi o Flamengo, para onde se transferiu aos catorze anos de idade, quando em 1967 o radialista Celso García, amigo da família, assistiu uma partida de Zico em um torneio no River Futebol Clube, onde jogava com a camisa do Santos[7], e o levou para a escolinha de futebol do clube. Zico só estreou no time principal em 1971, em uma partida contra o Vasco da Gama, cujo placar terminou 2 a 1 para o time rubro-negro. Zico só foi se firmar como titular na equipe em 1974, depois de passar por uma intensa preparação física, devido ao corpo antes franzino. E devido ao seu franzino corpo de início de carreira e de seu bairro de origem (Quintino) ganhou o carinhoso apelido de "Galinho de Quintino".

Seleção Brasileira

Atuou pelo Brasil de 1976 a 1986, tendo marcado 66 gols em 89 partidas e perdido uma única partida no tempo normal de jogo, contra a Itália, no estádio do Sarriá, na Copa da Espanha, em 1982. Participou das Copas do Mundo de 1978, 1982 e 1986. Sua estréia na Seleção ocorreu numa excursão no qual o Brasil enfrentou países sul-americanos. Fez belos gols de falta e assumiu a condição de maior esperança do Brasil após o término da carreira de Pelé. Sua participação na Copa de 1978, contudo, foi curta, tendo sido encerrada logo na primeira fase após sofrer uma grave contusão muscular, contra a Polônia[carece de fontes?].

Seu auge foi na Copa de 1982, mas acabou vendo frustrada mais uma vez a sua vontade de ganhar uma Copa, quando o Brasil foi eliminado pela Itália. Marcado de perto pelo zagueiro Claudio Gentile, o Galinho chegou a ter sua camisa rasgada em um puxão dado pelo italiano dentro da grande área, mas o árbitro incrivelmente ignorou o lance e não marcou pênalti.

Na sua última chance de ser campeão de uma copa como jogador, em 1986, Zico acabou sendo responsabilizado pela desclassificação de sua equipe diante da França, nas quartas-de-final do torneio. Na sua segunda partida na Copa, Zico fez um lançamento preciso e milimétrico para o jogador Branco, que foi derrubado dentro da grande-área, tendo o juiz marcado penalidade máxima. Zico, lesionado, resolveu bater o pênalti já que seus companheiros se recusaram. O pênalti foi defendido pelo goleiro Bats no tempo normal de jogo, que acabou empatado em 1 a 1. Ele converteu sua cobrança na decisão por penalidades, mas a França venceu por 4 a 3. Michel Platini, pela França, e Sócrates e Júlio César, pelo Brasil, erraram suas cobranças.

Pela Seleção Pré-Olímpica, Zico foi durante o torneio classificatorio para as Olímpiadas, um dos destaques da Seleção. Inclusive fez o gol da classificação, porém foi de maneira suspeita cortado dos jogos.

Na Copa do Mundo de 1990, o técnico Sebastião Lazaroni, chegou a conversar com Zico se o jogador não poderia repensar a sua decisão de não disputar a Copa. Com outros planos, o Galinho optou por não jogar.

Udinese

Quando Zico chegou na Udinese, seu futebol de craque e o exemplo de humildade e de simplicidade levaram a redescobrir o charme discreto e a humanidade de Udine. Suas qualidades deram status e vida a uma cidade quieta e silenciosa demais. Quem sintetizou de forma mais aprimorada a grande metamorfose operada por ele foi o jornalista italiano, do "Il Gazzettino de Veneza", profissional encarregado de seguir os passos do Galinho, Luigi Maffei.

Para nós, friulanos, Zico tem o mesmo significado de um motor da Ferrari colocado dentro de um fusca. Sentimo-nos os únicos no mundo a possuir um carro tão maravilhoso e absurdo.

Muito impressionante foi a repercussão da contratação do craque pela Udinese: "ou Zico ou Áustria".

Foi uma manifestação iniciada pela torcida do Udinese e por grande parte da população da cidade, em pé de guerra contra a realização dos dirigentes de Roma, que consideravam absurdo aprovar uma operação de quatro milhões de dólares, a maior até então do futebol italiano, para a contratação de um jogador.

Era muito nítida a mensagem da torcida e da população: sem Zico, eles preferiam voltar sob o domínio austríaco, situação que existiu no Friuli até 1866. Essa ameaça separatista foi levada muito a sério pelo então presidente italiano, Sandro Pertini, que interveio a favor da contratação de Zico.

Na sua chegada, duas mil pessoas o esperavam. Parecia quase um papa acenando para a multidão. O que poucos sabem no Brasil, é que Zico marcou muitos (e belos) gols pela Udinese. Em uma temporada ficou apenas um gol atrás do artilheiro, o francês Michel Platini (da Juventus), que havia jogado seis partidas a mais que o Galinho.

Em uma pesquisa realizada (novembro de 2006) pelo jornal italiano La Repubblica[8], sobre os maiores jogadores brasileiros na Itália, Zico aparece em primeiro. A pesquisa aponta os dez brasileiros que mais marcaram o futebol do país, são eles: Zico, Falcão, Kaká, Careca, Júnior, Ronaldo, Cerezo, Aldair, Cafu e Emerson.

A contusão

Zico retornou ao Flamengo em 1985, muito festejado pela torcida, mas, no mesmo ano, sua carreira sofreu um duro golpe. Em uma partida contra o Bangu, o jogador Márcio Nunes cometeu uma falta desleal, entrando com os dois pés no joelho direito de Zico. A jogada rompeu os ligamentos cruzados do joelho do jogador, que teve que se submeter a diversas operações e, segundo ele, "aprender a andar de novo". Mais tarde disse não guardar mágoas do zagueiro.

Política

De 1990 a 1991, durante o governo do presidente Fernando Collor, foi secretário Nacional de Esportes.

Japão

Em 1991, retornou ao futebol, para disputar o campeonato japonês. Seu retorno aos gramados, junto com outros jogadores famosos já aposentados ou em vias de se aposentar é hoje apontado como uma das maiores razões da popularização do futebol no Japão.

Em 1994, deixou definitivamente de atuar como futebolísta. No Japão ele atuou pelo Sumitomo Metals e pelo clube originado deste, o atual Kashima Antlers, de 1991 a 1994.

O Galinho ganharia também uma bela estátua em sua homenagem. Zico é muito reverenciado no Japão, e outra prova disso, é o apelido carinhoso "God Soccer" (Deus do Futebol) e "Pelé Branco".

Treinador

Apesar de ter sido várias vezes convidado a assumir cargos no Flamengo[carece de fontes?], Zico nunca aceitou. Especula-se que isso se deva em grande parte aos rumos tomados pelas administrações do clube carioca, que desde a época de Zico vêm gradativamente acumulando divídas e maus resultados. Já disse que nunca quer ser técnico do Flamengo para não manchar essa imagem maravilhosa que tem com a torcida, pois como todos sabem, vida de treinador no Brasil é complicada[carece de fontes?].

Seleção japonesa

A partir de Junho de 2002 exerceu o cargo de selecionador da seleção japonesa de futebol até 2006. A seleção japonesa foi campeã da Copa da Ásia de 2004. E, apesar de ter sido a primeira classificada para a Copa do Mundo de 2006 na Alemanha, foi eliminada na primeira fase. Afirmou que fez o melhor que pôde pela seleção japonesa e que não se arrepende de nenhuma decisão que tomou[carece de fontes?].

Fenerbahçe

Após a Copa foi contratado para treinar a equipe do Fenerbahçe, da Turquia. Conduziu a equipe às quartas-de-finais da Liga dos Campeões da UEFA (2008-09), sendo esta a melhor participação do clube na principal competição européia de clubes.

Bunyodkor

Em 22 de Setembro de 2008, foi contratado para treinar a equipe Bunyodkor, do Uzbequistão, clube onde joga atualmente o meio-campo Rivaldo, o zagueiro Luizão e o atacante Villanueva. O treinador anterior do clube, Mirdjalol Kasymov, assumiu a seleção do país[9].

Em 28 de setembro, no jogo de estréia, a equipe venceu por 2 a 0, com gols de Villanueva e Kapadze, o Bukhara e passou a liderar o campeonato nacional uzbeque[10].

Em 22 de outubro, a equipe derrotou o Adelaide United da Austrália por 1 a 0 com gol de Soliyev aos 30 minutos do segundo tempo, mas foi eliminado na semifinal da Liga dos Campeões da Ásia. A partida anterior, em 8 de outubro, foi vencida pelos australianos por 3 a 0. Assim a equipe está fora do Mundial de Clubes de 2008 da FIFA, em dezembro[11][12].

Em 31 de outubro, a equipe venceu por 3 a 1 (1 a 1 no tempo normal e 2 gols na prorrogação) o Pakhtakor em Tashkent e sagrou-se campeã do Copa do Uzbequistão de 2008[13]. A equipe ainda continua disputando o Campeonato Uzbeque de Futebol de 2008 (Oliy League) e é seu atual líder com 7 pontos de vantagem para o 2º colocado, o mesmo Pakhtakor[14].

CSKA Moscou

Em 9 de janeiro de 2009 anunciou a troca do Bunyodkor pelo CSKA Moscou, substituindo Valery Gassaev[3]. Estreiou na fase decisiva da Copa da UEFA contra o Aston Villa e a equipe se classificou para as oitavas-de-final da competição após um empate em 1 a 1 na primeira partida e uma vitória por 2 a 0 no jogo de volta, em casa[15]. Porém na fase seguinte, o seu clube foi eliminado pelo Shakhtar Donetsk, da Ucrânia.

Estatísticas

Zico anotou 826 gols em toda sua carreira; 516 gols em partidos oficiais (Primeira divisão, Seleção Brasileira, copas nacionais e internacionais) e 310 em torneios não oficiais, Juvenil e amistosos.



Sérgio Bernardino, mais conhecido como Serginho Chulapa, (São Paulo, 23 de dezembro de 1953) é um ex-jogador brasileiro de futebol, centroavante que fez história no São Paulo e no Santos, além de ter atuado na Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1982. Também teve uma breve passagem em 1985 pelo Corinthians. Atualmente é auxiliar técnico do Santos.
Carreira
Início

Aos 12 anos, Serginho começou a jogar em times de várzea da zona norte de São Paulo, como o Cruz da Esperança e o Vasco da Gama. "Se não tivesse ido para o esporte, certamente estaria na criminalidade", avalia hoje, em referência ao projeto social desses times.[2] Depois de ser dispensado dos juvenis da Portuguesa, em 1968[1], e chegar a trabalhar como entregador de leite, Serginho participou, em 1970, de uma peneira na Casa Verde. Sua atuação encantou o técnico dos juvenis do São Paulo[1], que o chamou para jogar em seu time.
São Paulo

Sua estréia no elenco profissional do São Paulo foi promovida pelo técnico Telê Santana, em um amistoso contra o Bahia, em 6 de junho de 1973. Quatro dias depois, marcou seu primeiro gol como profissional, no empate em 1x1 contra o Corinthians. Naquele mesmo ano, foi emprestado ao Marília, voltando ao São Paulo em 1974.[3]

Pelo São Paulo, jogou, entre 1973 e 1982, um total de 401 partidas (210 vitórias, 113 empates e 78 derrotas) e marcou 243 gols, tornando-se até hoje o maior artilheiro da história do clube. Nesse período, conquistou o Campeonato Paulista de 1975, 1980 e 1981 e o Campeonato Brasileiro de 1977.

Era nome certo para a Copa de 1978[4], porém acabou perdendo a chance de jogar quando teve que cumprir um ano de suspensão por agredir um bandeirinha. Em 1982 foi convocado para a reserva e acabou se tornando titular na Copa quando Careca se machucou antes da estréia.
Santos

No Santos, chegou já experiente, com 29 anos, e por isso mesmo evitou o rótulo de "salvador da pátria".[5] O atleta se identificou com o clube ao longo de três passagens. A partir de 1983, conquistou a artilharia do Campeonato Brasileiro e a artilharia e o gol do título no Campeonato Paulista de 1984 contra o seu maior rival, o Corinthians, por 1 x 0. Ao todo, marcou 104 gols com a camisa do Santos e, junto do ponta-esquerda João Paulo, é um dos dois maiores goleadores da equipe após a Era Pelé.
Outros clubes

Posteriormente, jogou no Corinthians, Marítimo Funchal (Portugal), Atlético Sorocaba, Portuguesa de Desportos e São Caetano, onde encerrou a carreira em 1993.
Confusões

Além dos muitos gols, as confusões se tornaram a marca registrada do jogador, como a briga com Mauro num jogo entre Santos e Corintians, a agressão ao goleiro Emerson Leão, após uma expulsão, e aos repórteres que estavam no campo depois do término do jogo final com o Flamengo em 1983, no primeiro vice-campeonato brasileiro do Santos. Mas também contava que não gostava de viajar, e quando o jogo era relativamente longe de São Paulo (São José do Rio Preto, por exemplo), dava sempre um jeito de ser expulso no jogo anterior com o objetivo de receber a suspensão automática de um jogo. Na Copa de 1982 chamou a atenção pelo seu bom comportamento e, diziam, havia jogado mal por ter sido "domesticado" em excesso pelo técnico Telê Santana.
Suspensão de um ano

No Campeonato Brasileiro de 1977, Serginho era o vice-artilheiro (com 15 gols, tinha 5 a menos que Reinaldo, do Atlético-MG) e principal jogador do São Paulo.[6] No dia 12 de fevereiro de 1978 (o campeonato de 1977 só terminou em março do ano seguinte), em uma partida em Ribeirão Preto, contra o Botafogo, o São Paulo perdia por 1x0, quando Serginho aparentemente empatou, aos 45 do segundo tempo. O árbitro Oscar Scolfaro, entretanto, anulou o gol, seguindo a indicação de impedimento do bandeirinha Vandevaldo Rangel.[7]

O centroavante partiu para cima do auxiliar e, segundo a anotação da súmula da partida, "desferiu-lhe um pontapé na perna esquerda, altura da canela, ocasionando um ferimento de aproximadamente uns 10 centímetros, que sangrava abundantemente".[8] Serginho, contudo, negou a agressão: "Eu não chutei, não. Eu fiquei muito nervoso, lógico. (...) Fui para cima dele para saber por que havia anulado o gol. Aí a torcida do Botafogo começou a jogar pedras e garrafas em mim e nos outros jogadores do São Paulo. Uma delas deve ter atingido o bandeirinha, e ele botou a culpa em mim."[1] As imagens da televisão, no entanto, mostravam alguém chutando a canela do auxiliar.[9]

Em 28 de fevereiro, ele foi condenado a uma suspensão de 14 meses, por agressão.[10] Com isso, ficou de fora do segundo jogo das semifinais e da final do Brasileiro de 1977, em que o São Paulo conquistou o título. A suspensão, entretanto, foi ligeiramente abreviada, e ele voltou aos campos 11 meses depois, em 28 de janeiro de 1979, em derrota por 4x1 para o Santos, no Morumbi. Nesse jogo, ele marcou um gol e demonstrou ter superado a suspensão: ao longo de 1979, marcaria 28 gols em 55 jogos.[11]

Carreira como treinador e auxiliar

No peixe, já foi auxiliar técnico e técnico interino no clube, com bons resultados. Todavia, nervoso por uma derrota agrediu um repórter no vestiário, o que praticamente acabou com suas chances de dirigir outros clubes de ponta. Ficou afastado do clube no período em que Emerson Leão foi o treinador (2002-2004), mas retornou após a sua saída, deixando novamente o clube quando o técnico voltou ao clube, em 2008. Assumiu então o comando da Portuguesa Santista, tendo estreado em 2 de março, na vitória sobre o Taquaritinga por 3 a 2.[12] Com a saída de Leão, voltou a ser auxilar técnico no Santos. Treinou ainda outros clubes do futebol paulista, como São Caetano e Sãocarlense.


Éder Aleixo de Assis (Vespasiano, 25 de maio de 1957), é um ex-futebolista brasileiro.

Éder começou sua carreira pelo América Mineiro (MG), como ponta esquerda. Após se transferir para o Grêmio, foi comprado por um dos rivais do América: o Atlético Mineiro. Lá permaneceu a maior parte de sua carreira, e lhe rendeu convocações para a Seleção Brasileira durante muitos anos.

Éder recebeu a Bola de Prata do Campeonato Brasileiro em 1983.

Seleção Brasileira

Jogou 52 partidas (5 não oficiais) pela Seleção Brasileira. Atuou na Copa do Mundo FIFA de 1982. Seu apelido era O Canhão, uma vez que, supostamente, ele tinha o chute mais poderoso do mundo. Marcou um belo gol contra a União Soviética nesta copa, o qual constantemente é listado como um dos mais fantásticos gols marcados em uma Copa. Depois que seu companheiro de time, Falcão, deixou a bola passar entre suas pernas, Éder ajeitou com seu pé esquerdo antes de estourar a bola na rede com o mesmo pé a uma distância de 25 metros. Dasaev, goleiro soviético - considerado o melhor goleiro do mundo - sequer se moveu.

Hoje em dia, Éder Aleixo é empresário e comentarista esportivo na TV Globo em Minas e é dono de várias escolinhas de futebol. Ele só se aposentou em 1997, aos 40 anos de idade.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...