segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Procurados, mas não encontrados...


Me eduquei para a história do futebol, lendo a revista Placar. O enfoque desta publicação, particularmente as edições dos anos 70 e 80, sempre me fascinou. Cresci lendo em suas páginas as venturas de equipes que pareciam mitológicas naquelas reportagens. Algumas, eu pude acompanhra com meus próprios olhos, outras nem chequei perto de ver.

Em se tratando do futebol brasileiro, quase se pode fazer uma cronologia das equipes que marcaram época, sempre se correndo o risco de ser retificado por outrem, com o acréscimo de uma a mais pelo gosto pessoal de cada um que vê o problema. Para mim, essa cronologia começa, o que não quer dizer que se limite a esse ponto de partida, com o Vasco dos anos 50 (o chamado Expresso da Vitória) que foi base para a seleção nacional que disputou a Copa do Mundo e também foi vencedor do Torneio dos Campeões Sulamericanos de 48, uma espécie de embrião da Taça Libertadores da América. No final dos anos 50, o cenário nacional seria dominado por duas equipes que se perpetuaram no cume até meados dos anos 60. Falo de Botafogo e Santos, cuja importância era tão intensa que serviam, quase solitariamente, como fornecedores de jogadores para as seleções que trouxeram os dois primeiros títulos mundiais para nosso país. No time de 62, por exemplo, 8 jogadores pertenciam a um desses dois clubes.

Os anos 60 terminam com o erguimento de uma nova estrela. Na verdade, cinco. O Cruzeiro de Tostão, Raul, Piazza e Dirceu Lopes, ofusca o Santos de Pelé e aparece como a primeira equipe fora do eixo Rio-São Paulo capaz de ocupar uma posição de ator principal na cena do esporte tupiniquim. O cetro do eixo seria recuperado novamente com a chamada Academia do Palmeiras, vencedor de dois títulos nacionais. Depois disso, o Internacional de meados da década de 70, conquistador de três títulos brasileiros e que explorou a nova maneira de jogar futebol que se estabelecia em gramados europeus. O Inter passaria o bastão ao Flamengo de Zico, que por sua vez veria seu império terminar com o brilho fugaz de várias equipes durante a segunda metade dos ano 80, como o Fluminense, o São Paulo e o Grêmio. Até que uma nova dinastia seria implantada no início dos anos 90 pelo São Paulo de Telê Santana. E paremos por aqui, tomando o cuidado de citar ainda outros grandes esqudrões como o Rolo Compressor do Inter dos anos 50, a primeira Academia do Palmeiras, o São Paulo de Zizinho, o Atlético de Reinaldo e Cerezo e o Cruzeiro, vencedor da Libertadores de 76.

Isso posto, quero chamar a atenção de vocês para a pequena parcela de história que esse blog cobre com relação a estes esquadrões. Porém, estejam certos, isso não é por falta de atenção ou disposição de minha parte. Gostaria de ter registro de todas essas grandes equipes e das outras que esqueci. No entanto, vários desses registros ou não existe, ou estão fora da circulação que permitiria acessá-los. Como já mencionei em outro post, a memória do futebol brasileiro é muito pobre. Enquanto podemos achar jogos completos das finais da Copa da Inglaterra desde 1953, nunca encontrei registros de jogos desse Atlético de Reinaldo no campeonato de 77, a não ser a final contra o São Paulo, certamente o momento mais amargo desse time. Assim, como não encontro os míticos jogos do Inter no seu primeiro bi, ou a Academia do Palmeiras. Às vezes um compacto ou outro, mas nada além disso. Já recebi pedidos para postar jogos do Bota de Didi e Garrincha e do Cruzeiro de Tostão, mas simplesmente não sei onde isso se encontra e, pior, não sei mesmo se isso se encontra em algum lugar. Assim, infelizmente, já me sinto feliz em encontrar o que pude postar até aqui, o que pelo menos oferece uma vaga lembrança daquelas míticas equipes e de seus maravilhosos craques.
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