Depois de muito protelar este momento, é chegada a hora de iniciar um processo de manutenção do blog. Esse é um processo trabalhoso, pois trata-se de procurar e encontrar links inativos e repostar cada uma destas partidas. Assim, tomarei um certo tempo para fazê-lo, mas enfim, começarei. Para isso, adotei a escolha da cronologia e começo pelos primeiros posts do blog. Estou retirando todos os posts que estão com links inativos e eles aparecerão novamente como posts atuais. Para aqueles que esperam um jogo em particular, peço um pouco de paciência até que consiga chegar a esta partida.
sábado, 30 de julho de 2011
domingo, 24 de julho de 2011
Ao mestre com carinho....

Coincidentemente, após postar o texto sobre a vitória do Uruguai na Copa América e minhas reflexões sobre a Seleção Brasileira, recebi um pedido por parte de um representante da IBAC (Instituto Brasileiro Arte e Cultura) solicitando-me a divulgação de material concernente à exposição que será realizada em homenagem ao grande ser humano e ex-treinador Telê Santana.
Já deixei claro, em muitos outros posts, minha fascinação pela Seleção de 82. E não existe um nome que cola-se melhor àquela equipe do que o treinador que foi seu artificie, Telê. Para mim, a importância de Telê ao futebol brasileiro é similar a de Rinus Michels para o futebol mundial. Um defensor de um estilo, para o qual tanto contribuiu e militou. Pena que ele não esteja mais entre nós e que seus ensinamentos tenham se diluído tanto, pois era do espírito de Telê que precisávamos neste momento para nos reerguermos da letargia que o futebol nacional se encontra.
Presto, mais uma vez, minhas homenagens ao Velho Mestre do Futebol Arte, graças a quem pude experimentar uma das mais belas sensações e sentimentos que tive em minha vida e que ainda me deixa emocionado mesmo agora quando posso ver apenas um teipe.
Então segue o convite do IBAC e ao lado fica exposto o release do evento:
CONVITEO IBAC - Instituto Brasileiro Arte e Cultura e Escola da Cidade - Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, tem o prazer de convidá-los para a exposição:"Telê Santana - Homenagem ao Mestre"Abertura dia 26 de julhoAlém das fotos e objetos pessoais de Telê, a mostra é composta por caricaturas, pinturas, desenhos e ilustrações de : Antônio Máximo, Baptistão, Camilo Riani, Edusá, Elifas Andreato, Jorge Maia, Maria Bob, Mario Alberto e Paulo Caruso e textos de Juca Kfouri, Bruno Ribeiro, Renato de Sá, Ugo Giorgetti, Nelson Rodrigues, entre outros.Esperamos vocês lá!Para maiores informações CLIQUE AQUI
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Uma conquista da história

O Uruguai se sagrou nesta tarde de domingo campeão da América do Sul pela 15a vez na história da competição mais antiga entre seleções deste planeta.
Foi uma conquista com características repletas de melancolia. Uma vitória no estádio de Nuñez, palco favorito do maior arquival da Celeste Olimpíca, a Argentina. Uma vitória onde o Uruguai voltou, depois de longos anos, a entrar num estádio com o rótulo de favorito e fazer jus a este rótulo. A reviver tardes gloriosas de sua história, que haviam ficado sepultadas em algum lugar nos anos 80. Agora, muito se fala da ressureição do futebol uruguaio, semifinalista da Copa do Mundo, finalista com um clube da Taça Libertadores da América, finalista do campeonato sub-17 e de retorno aos Jogos Olímpicos depois de ter participado pela última vez em 1928, ano em que conquistou pela segunda vez a medalha que cunhou o nome pelo qual esta seleção passou a ser conhecida, Celeste Olímpica.
Se o futebol uruguaio retomará ou não seu papel de protagonista no cenário internacional, é algo que devemos esperar para concluir, mas é fato que algo está acontecendo no outro lado da fronteira. Algo que tem haver, ao menos no quesito das seleções, com a recuperação do espírito do futebol uruguaio. Um time guerreiro, identificado com sua torcida e com um projeto de futebol. Identificado com aquela imagem romântica que tínhamos do que era (sim, no passado, pois estava há muito ausente) a Garra Charrúa. No entanto, não precipitemo-nos em dizer que o Uruguai faz tudo graças à raça de seus jogadores, a uma vontade sobrehumana que toma conta das 11 camisas azul-celestes quando entram em campo, fazendo perecer qualquer adversário, por mais poderoso que estes sejam. Não. O Uruguai conseguiu congregar bons valores em seu time, jogadores que participam, ao menos dentro de um segundo ou terceiro escalão do futebol mundial, como são Diego Fórlan e Luis Suarez. Mas também, conseguiu criar um time, com estrutura e cara de time, isso graças a seu treinador, Oscar Tabárez. Um time que respeita a história de seu futebol.
Uma leitura simplista do sucesso uruguaio dos últimos anos serve para embalar às críticas à nossa seleção brasileira, deixando toda a discussão em torno da falta de vontade de nossos jogadores, a ausência de entrega que sobra nos uruguaios. Não penso que seja esse o ponto mais importante. Historicamente, nenhuma seleção brasileira teve como característica esse espírito de entrega e as que tentaram criar esse mito simplista naufragaram, como o recente exemplo de 2010. O que deveríamos aprender com nossos vizinhos, isso sem dúvida, é o respeito à nossa história como escola de futebol. Se a Celeste corre para ganhar, se sua, se entrega-se, revivendo a imagem que nos vêm à cabeça, como se um filme de 1950 rodasse sempre que o Uruguai joga, o futebol brasileiro possui o equivalente no jogo plástico, na capacidade de encantar, de buscar mais do que vitórias.
Mas, assim como os uruguaios ficaram apartados do espírito Charrúa, ou talvez presos em uma versão genérica dele, fazemos o mesmo com nosso espírito de jogo. Atualmente, nossos campos estão desertos de talento, nosso campeonato é chato, nossos times não jogam bonito e basta um jogador dar três dribles, quase sempre inúteis, para ser chamado de craque. Temos uma carência de talentos e por isso conferimos, precipitadamente, talento a quem ainda não demonstrou realmente do que é capaz. A verdade é que não existe nenhum jogador brasileiro, hoje, no primeiro escalão do futebol mundial. Temos alguns no segundo, quase todos defensores e vários no terceiro, mas não podemos repetir o Uruguai com isso. É preciso recuperarmos nossa razão de jogar futebol. As causas são muitas e são complexas, mas a doença é evidente, o crescente desinteresse que causa a Seleção Brasileira e o baixo nível de nosso futebol local.
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